O lado bom e prático do home office – Blog Altos do Central Parque
O lado bom e prático do home office

Trabalhar em casa sem ter que se deslocar e passar por trânsito, ter horários flexíveis, maior proximidade com a família, fazer reuniões on-line e sem dress code estão entre os pontos positivos do home office.

Trabalhar em casa sem ter que se deslocar e passar por trânsito, ter horários flexíveis, maior proximidade com a família, fazer reuniões on-line e sem dress code estão entre os pontos positivos do home office. A modalidade foi a estratégia adotada por 46% das empresas durante parte da pandemia, segundo a pesquisa “Gestão de Pessoas na Crise covid-19”. O estudo, divulgado em julho e elaborado pela Fundação Instituto de Administração (FIA), coletou dados de 139 pequenas, médias e grandes empresas que atuam em todo o Brasil.

Para a psicóloga Simone Kramer Silva, coach executiva e presidente do Conselho da Associação Brasileira de Recursos Humanos RS (ABRHRS), as principais vantagens do home office são:

  • Qualidade de vida
  • Reverter o tempo de deslocamento para poder se qualificar e estar com a família
  • Comodidade
  • Economizar nos gastos com roupas
  • Autonomia
  • Alimentação mais saudável

Mundo do trabalho deve se adaptar às mudanças

Muitas mudanças no mundo do trabalho já são percebidas e vieram para ficar. Além da adaptação dos espaços comerciais, devem vir algumas negociações: muitas pessoas já trocaram o tíquete refeição para o alimentação. O horário flexível, que vinha sendo experimentado por algumas empresas, agora é uma experiência da maioria. “No Brasil, temos limitações que estão sendo repensadas. E o tempo de deslocamento, com o home office, praticamente acaba. Temos ainda a modalidade híbrida, que também é utilizada e viabiliza a flexibilidade”, conta.

Para o home office ser eficiente

A organização da agenda própria e da família é fundamental. É importante também a adaptação do espaço de trabalho e do material. “Imaginou aquele contrato importante virar lista do supermercado?”, questiona Simone. Dress code para lives profissionais, para que a pessoa se sinta em um “momento diferente”, é válido também. Assim como compartilhar/comunicar para a família as ocasiões em que precisa de privacidade, sem interferências externas. “Não é porque estamos convivendo virtualmente que não precisamos e devemos considerar aqueles que estão do outro lado da tela”, diz. Citando outras possibilidades entre uma reunião on-line e outra: “Adotar exercícios físicos para auxiliar a postura é um exemplo”.

Presencial ou on-line?

O contato pessoal é diferenciado e será sempre nas empresas. Mas, depois da experiência que o mercado de trabalho passa, a necessidade de uma reunião presencial é relativizada. “O mundo virtual poupou tempo, desgaste físico, custos. Nos beneficiou com encontros mais objetivos, com resultados e com a possibilidade de um ´quebra-gelo´ inicial para descontrair e saber um pouco mais dos clientes e nos aproximar dos colegas”, relata Simone.

Como sair da zona de conforto fazendo home office?

Há diversas ferramentas on-line que contribuem para um home office mais produtivo e, por que não, mais lúdico na web. Pesquise no Google: “Além do desafio para alterar alguns comportamentos/rotinas, surgiram várias tecnologias que permitem tornar as reuniões e encontros em geral mais envolventes, e que podem estimular a comunicação”, diz Simone.

Oportunidade para crescer

Autoconhecimento, saber exatamente o que se busca, pode contribuir no teletrabalho. Há que se considerar a possibilidade de, ao se desafiar, crescer como pessoa. Amadurecer. “A maior convivência com a família também proporciona desafios maiores. Quem convivia pouco, no home office tem a oportunidade agora de compartilhar mais seus desafios, suas metas profissionais com os seus. Nem sempre isso é fácil, mas com certeza vai nos tornar pessoas mais inteiras”, completa Simone.

Depois da pandemia

Segundo a pesquisa “Gestão de Pessoas na Crise Covid-19”, compartilhado pela  Empresa Brasil de Comunicação (EBC), 50% das empresas afirmaram que o teletrabalho superou as expectativas. Outros 44% disseram que o resultado ficou dentro do esperado. Já 34% tem a intenção de continuar com o home office para até 25% do quadro após a pandemia arrefecer. O restante, 29%, quer manter o home office para pelo menos 50% do quadro ou até todos os funcionários