Conheça os caminhos a serem percorridos por mãe e pai de primeira viagem; saiba o que está por vir e como se preparar – Blog Altos do Central Parque
Conheça os caminhos a serem percorridos por mãe e pai de primeira viagem; saiba o que está por vir e como se preparar

Às vezes inesperada, outras vezes planejada, independentemente da forma que a gravidez chega, é recebida como uma surpresa.

Às vezes inesperada, outras vezes planejada, independentemente da forma que a gravidez chega, é recebida como uma surpresa. Para alguns, é uma experiência nova repleta de dúvidas, ansiedade, nervosismo, mas os nove meses de espera colaboram para a solução desses impasses. É claro que, principalmente, com ajuda profissional. Por isso, conversamos com uma obstetra para contar em detalhes os processos gestacionais até o nascimento do bebê, para ajudar mães e pais de primeira viagem.

Com a descoberta da gravidez, o primeiro passo a ser seguido é o agendamento da consulta de pré-natal. O acompanhamento pré-natal é o processo mais importante antes do nascimento do bebê, porque ele ocorre durante toda a gestação e serve para preparar a mulher para a maternidade, trazendo informações educativas sobre o parto e os cuidados com a criança.

Na primeira consulta, as famílias recebem algumas orientações iniciais e podem tirar dúvidas. É hora de evitar o consumo de refrigerantes, frituras, doces e comidas ultraprocessadas, e não ingerir bebida alcoólica e drogas ilícitas. Além disso, dormir bem é uma das principais condições neste momento. Cuide-se e mantenha o sono regulado.

É nessa primeira visita ao profissional que a angústia e a ansiedade da gravidez podem ser aliviadas. É o momento de sanar todas dúvidas que surgiram com essa nova experiência. Também é quando os primeiros exames são marcados e feitos, como o das mamas.

A cada trimestre são solicitados exames de sangue e urina. Além desses, outros que costumam ser feitos ao longo da gestação, como aferição do peso, pressão arterial, ginecológico, medição da altura do útero, identificação de fatores de risco. Eles podem ser solicitados conforme a necessidade. Ainda, a obstetra dá orientações sobre amamentação e, se necessário, pode prescrever suplementos vitamínicos à gestante.

Antes da décima semana, quando o feto tem aproximadamente 3cm, a primeira ecografia é feita. Ela serve para verificar o número de fetos e confirmar o tempo de gestação. Entre as semanas 11 e 13, o feto tem em média 5cm, já conta com braços e pernas e está ganhando cada vez mais a aparência de um bebê. Neste momento, a ecografia morfológica do primeiro trimestre é feita, para identificar malformações e possíveis síndromes fetais. 

É a partir da 13ª semana que o primeiro contato sonoro com o feto é possível. Por meio do aparelho sonar Doppler, as famílias conseguem ouvir os batimentos cardíacos do coraçãozinho e a obstetra pode monitorá-lo.

O bebê está a caminho

Ao atingir tamanhos que se comparam entre uma cenoura e uma espiga de milho, e pesos entre 450g e 650g, o sexo do bebê pode ser visto. Isto é: já se passou a metade da gestação, você está entre as semanas 20 e 24. Nesta época, a segunda cardiografia morfológica é feita, para revisar a anatomia do bebê – que já tem as feições que nascerá – e a medida do colo uterino para avaliar o risco de parto prematuro.

Entre a 24ª e a 25ª semana, o desenvolvimento, a função, o ritmo e a anatomia do coração do feto podem ser avaliadas. Essa avaliação é feita por meio de uma ecocardiografia fetal, e graças a ela algumas arritmias que podem ser tratadas dentro do útero da mãe são identificadas. A partir deste período, mensalmente, alguns profissionais também fazem ecografia obstétrica, para acompanhar o crescimento do bebê.

Até a 33ª semana, as consultas com obstetra são mensais. Entre as semanas 34 e 36, quinzenais. Neste período, as mães começam a sentir fisicamente a chegada do bebê. Por isso, a licença maternidade começa na 36ª semana.

“Após as 32 semanas, normalmente as condições físicas pioram bastante: cansaço, o peso da barriga, inchaço nas pernas, dor nas costas, dores no quadril e, às vezes, falta de ar”, destaca a obstetra e ginecologista Ana Paula Moreira.

A partir da 37ª semana, os encontros com a profissional são semanais. O bebê já tem em média 45cm e pesa em torno de 3kg, e o parto pode acontecer a qualquer momento. Mas, mesmo assim, é denominada data provável do parto na 40ª semana – estimativa feita com base na última menstruação da mãe.

Ana Paula explica que quando iniciarem os sinais de parto como contrações frequentes, ruptura da bolsa, sangramento ou qualquer outro sintoma que deixe a gestante insegura e com dúvidas, deve procurar o hospital.

O momento esperado chegou: é hora do parto

Enfim o parto acontece, e possivelmente aquela ansiedade e nervosismo do início da gestação voltaram. Mas logo devem passar. Porque serão completamente ofuscados pelo amor em cuidar da própria criança, tão esperada. Agora, a revisão com a obstetra ocorre entre sete e 14 dias após o parto, depois repete-se em 30 dias. As visitas recorrentes, no entanto, passam a ser com pediatra.

É o momento de os pais aproveitarem a licença e cuidarem do seu bebê, dar atenção, carinho e afeto. E as avós e madrinhas também podem ajudar, desde que entendam seu papel de colaboração. A mãe precisa de cuidados de saúde física, manter-se hidratada e de pessoas que façam os serviços domésticos, para poder se dedicar estritamente ao bebê. 

As decisões sobre a criança devem ser tomadas pelos pais, explica Ana Paula Moreira. “Toda a família quer ajudar, mas pode acabar em rota de colisão com a puérpera, porque quer disputar o cuidado com o bebê. A mãe quer cuidar da cria. A rede de apoio serve para fazer as outras coisas”, completa a obstetra e ginecologista.