A vida pede mais que morar. – Blog Altos do Central Parque
A vida pede mais que morar.

Novos comportamentos das pessoas na hora de escolher seus espaços de vida.

A convivência em família tem seus altos e baixos; saiba como manter um bom ambiente

Acordar, arrumar as crianças, levá-las à escola e ir ao trabalho. Essa já não é mais a realidade de muitas famílias desde meados de 2020. No entanto, uma rotina ainda precisa existir para que o lar mantenha-se em harmonia – agora, trabalhando em casa e com os filhos estudando remotamente.

Conciliar em um mesmo ambiente o que costumava ser feito separadamente, em lugares próprios, pode ser uma tarefa um tanto complicada de início. Mas, é possível adaptar a rotina a esse ‘novo normal’ com organização, divisão de tarefas e colaboração entre os membros da família. Mais do que nunca, a união é necessária.

Porém, sabe-se que as relações não são perfeitas. Que a vida não é tão mecanizada assim. E que um dia é diferente do outro. Às vezes você está de mau humor, imprevistos acontecem durante o seu dia, as crianças podem não colaborar. É comum e normal. 

E tem ocorrido frequentemente com pais e mães neste período. A médica psiquiatra Marcela Pohlmann conta o porquê: “Os mundos trabalho, escola e casa estão sobrepostos. Muitas vezes, a mãe está tendo que dar conta das tarefas escolares do filho, trabalhar e ainda cuidar das demandas da casa. Tudo ao mesmo tempo”, diz.

As multitarefas sobrecarregam as famílias e, por isso, deixá-las muito ansiosas. É uma soma de fatores: home office, ensino remoto, quarentena e pandemia. Por esses motivos, existe a necessidade de dividir as obrigações.

As adaptações, muitas vezes, necessitam ser diárias. É claro que algumas regras mais gerais são permanentes, mas outras precisam mudar conforme a necessidade. 

Mas, mesmo em meio a esses transtornos, o convívio intrafamiliar aumentou e vai deixar como legado novas formas de se relacionar. É uma relação intensa e sujeita a gerar surgir conflitos, pela proximidade quase que permanente. 

Por isso, antes de tudo deve haver tolerância. Porque este é um momento jamais vivido, que chegou de surpresa e mudou a vida de todos no mundo. Nesse sentido, os gestos simples colaboram muito. É importante que todos os membros da família participem das atividades e que não cobrem tanto uns dos outros. Esses cuidados fazem a diferença tanto para as crianças como para os adultos.

No entanto, quando os conflitos acontecem, é importante que sejam resolvidos. E, normalmente, o diálogo ajuda, mas, se não for suficiente, o apoio profissional é uma ótima busca por soluções melhores.

A rotina não é feita somente de obrigações

De qualquer forma, as novas regras de casa passam a fazer parte da rotina da família. E é neste momento que deve-se separar as obrigações do dia a dia, do lazer e do momento íntimo do casal. 

É importante que as tarefas de casa, o trabalho, o lazer e a relação do casal tenham seus próprios momentos. A mãe e o pai precisam, antes de tudo, cuidar de si para, então, dar atenção aos filhos. Para que eles sigam as regras, os pais precisam dar o exemplo. 

Outro fator chave para manter o lar em harmonia é delimitar o uso de eletrônicos. Crianças de seis a 12 anos têm passado 50% do seu tempo em frente à TV, computador e smartphone, de acordo a companhia de tecnologia infantil SuperAwesome.
E, em contrapartida a isso, surge a importância do lazer em família. De brincar com os filhos. De fazer atividades que não envolvam somente a tecnologia. São processos desafiadores que têm sido enfrentados diariamente, às vezes envolvendo estresse e preocupação. Mas os laços familiares tendem a sair melhores após este momento, com muito aprendizado.